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4 de julho de 2013

Sonho sem ter de quê

Novas palavras. 
Novos segredos. 
Caiem as fachadas.
E todos os medos.

E olhando(-o), 
não o mar, 
"sonho sem ter de quê".

Adeus

5 de abril de 2013

As palavras fogem

As palavras fogem.
Fogem com todas as letras.

Quando a noite aparece, 
chegam as temidas.
A fortaleza humedece,
E nunca mais saram as feridas.

Razão da qual cá estares,
não saberei até me contares.

Conta-me antes de elas fugirem
Elas, as palavras temidas.

Adeus


6 de janeiro de 2013

Óbvio

Fizeste-o
E fizeste-o discretamente.
Fizeste-o de maneira a não atingir o óbvio.
Terias feito igual, mesmo que o atingisses.
Era óbvio que não o irias fazer.
Era tão óbvio que o fizeste.
E fizeste-o.
Fizeste-o discretamente.




Adeus


29 de dezembro de 2012

Volta que já se faz tarde

Continuas aqui. 
Continuas a saber que estás aqui e a não saber porquê. 
Continuamos a não saber o porquê de cá estarmos.
Continuamos os dois, imbecis, como todos os outros.

Vem uma música dizer o que pensamos ser.
Vem um filme mostrar o que pensamos representar. 
Mas... continuamos aqui. 
Sabes que por mim continuava.
Sei que por ti também. 
Por que razão ainda aqui estamos, se não for para continuar?  

Volta que já se faz tarde.
O meu futuro espera-nos.
E sabemos que o teu também.



Adeus

21 de dezembro de 2012

As palavras são como rios


As palavras são como rios,
Fluem com chegada marcada,
Fluem como nunca antes fluíram.
Fluem, fluem, fluem…

Esperança invade água já quase passada.

E mais do que querer é querer demais,
Mais do que as palavras são gestos e rosais,
Mais do que vontade não há nada,
Vontade insolente, que é logo cortada.

As palavras são como rios.
Fluem, fluem, fluem…
Fluem com chegada marcada.

Adeus

11 de dezembro de 2012

Saudades de ti E de ti nada sei

De tanto desejar o improvável...o meu sono prolonga a noite. 
Abre em mim o vazio da solidão. 
-Porquê? Não quero! Estou a dizer que não quero!
Está a acontecer. 
Foge de mim, imaginação fértil. 
Foge de mim, vontade de a ter. 
De tanto Imaginar... Ah, imaginar...viver de olhos fechados aquilo que se quer viver de olhos abertos...
Já sinto saudades de ti E de ti nada sei.

Foge de mim, vontade.
Foge de mim antes que o coração te acompanhe.

Adeus