13 de agosto de 2013

Imagens do dia

Em terceiro lugar:
Comer gelatina com garfo é uma espécie de "Jogo do Micado". 
Nunca hei-de entender. 


Segundo Lugar:
O Filho do Tony Carreira tem mamilos estrábicos. 
O Pedro tentou exemplificar:


Primeiro lugar:
Afastem-se estrelas, só quero o Zé na foto. 


Adeus

Frases que têm de ficar registadas V

Hoje fiquei com a peça obrigatória de quase todos os jornais. "Temperaturas".
 Lá fui eu ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera falar com um meteorologista...
Cheguei à redação, fiz a peça e lá entrou no Jornal da Uma. À tarde editei-a para entrar no Jornal das 8....E foi aí que surgiu um fim de peça encantador: "As temperaturas altas vão continuar, má notícia para quem não se vê livre dos incêndios, boa... para quem quer estender a toalha". 
A Joana ouviu isto e disse imediatamente: "Que horroooorr! Que insensíveeel!!"
Já o Pedro disse para acrescentar: "Péssima notícia para Sónia Brazão".
Na hora parecia-me uma frase normal, tendo em conta a situação no interior do país... Só quando as imagens das casas a arderem me vieram à cabeça é que me toquei e pensei ser mais soft. E qual a maneira mais soft de dizer que a temperatura vai continuar alta o que não ajuda quem não se livra do fogo? 
É não dizer.
Fim de peça: "Esperam-se noites e dias quentes, os portugueses podem estender a toalha e aproveitar o calor, pelo menos até quinta feira." 


(Esta frase fica registada porque foi alvo de mote durante toda a tarde e porque, no meu Wednesday side, até gostei dela.)


Adeus

11 de agosto de 2013

Dou por mim a jantar no balcão de uma tasca

Aquele cheiro a whisky misturado com tabaco e suor. (Mas não aquela. Aquela cheira a casa.)
Aqueles olhares de quem não conhece quem entra pela porta e o silêncio que daí surge. Aquele cumprimento mais formal do que nunca - Boa tarde, o que vai ser?- Aquela sopa caseira, nada igual ao cheiro que paira no ar; o feijão, a couve inteira... Ao tempo que eu não sentia uma sopa assim...No dia seguinte tudo continua igual, menos o cumprimento formal.
-Então Ana, é a sopinha?
-Queria também um prego, por favor. 
Foi o melhor dos pregos. A verdade é que nunca os como, mas aquele era diferente.

O balcão faz-nos sentir viúvos e divorciados. (Viúvos não de nós mesmos, mas dos outros. E divorciados do que queremos, que é não estar ali.)
O balcão obriga-nos a pensar. A explicação está na mesa. A mesa distraí: há sempre televisões, pessoas para observar, comportamentos para avaliar, conversas para ouvir. No balcão não. Há um empregado. Há uma máquina de café, uma série de bebidas expostas "para consumo da casa", a máquina registadora e o preçário a lápis, já sujo de tanta alteração.

Dou por mim a jantar num balcão de uma tasca.
Dou por mim a ser viúva do que me envolve.
Dou por mim a ser divorciada de mim mesma.
Dou por mim a ter medo de me habituar à solidão.
Adeus

7 de agosto de 2013

Imperfeição

Vejo tanta perfeição numa imperfeita definição de ser perfeito e imperfeito.
(Chama-se amor, decerto.)

Adeus

6 de agosto de 2013

John Fante, Ask the Dust


“You are nobody, and I might have been somebody, and the road to each of us is love.” 




Adeus

Não quero ir

Não quero ir.
Não me deixem ir!
Deixem-me ficar.
Deixem-me sentir.

Estás longe, velha cidade.
Meu coração não está aí.
Minha cabeça faz amizade,
mas não estás onde sou feliz.

E o que o vento diz,
não é o que o vento traz.
Deixem-me ser feliz.
Deixem-me ficar.

Adeus


5 de agosto de 2013

Tenho tanto sentimento

"Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,

E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;

E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar."

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Adeus

4 de agosto de 2013

O Norte é outra coisa. Viana é outra coisa.

Estou a fechar os olhos mas ainda consigo teclar.
Hoje fui correr. Pseudo-correr, vá.
Corri uns 40 metros e estava a ver que morria. Nos primeiros 2 minutos o meu pulmão quis saltar pela boca. Cheguei morta a casa, tomei uma banhoca, jantamos, vimos a minha maior vergonha na televisão portuguesa e de seguida fomos às festas da Meadela. Isto já depois de chorar por pessoas conhecidas me enviarem mensagens a dizer que me viram de noiva.
Mas...este dia foi o mais parecido de verão que podia ter. Acordar às 11h, apanhar com o vento vianense na cara, ir à féta da freguesia...
Daqui a um mês estou de volta à cidade maravilhosa II e verão....nem vê-lo. Espero, pelo menos, ganhar um moreno de camionista durante as viagens de 5 horas entre Viana e Lisboa. Por enquanto tenho tido sorte!
Os meus olhos continuam a fechar e já estou a começar a deixar de saber teclar. Talvenbhz vápn dokrmir. Acho que vpnou. adues.

Adeus

1 de agosto de 2013

Adeus

"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

(...)

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus."

Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”

Adeus
 

31 de julho de 2013

Frases que têm de ficar registadas IV

Hoje o dia foi bastante produtivo em relação a frases engraçadas, mas muitas delas não as posso citar aqui porque surgiram durante a leitura dos classificados das frescas do Correio da Manhã. Vá, a: "Sou abelha Rainha, vem provar o meu mel" e a "Sou doutorada, faço tudo menos roubar", posso. Mas as que metem grávidas, fundos, vegetais e outras coisas mais ousadas ficam melhor fora do meu blog. 

Mas aqui pode ficar o momento em que disse ao Nicolau Breyner que: "Aqui não temos essa informação", quando ele me pergunta onde era a festa de verão da TVI.........
My bad. My bad. 
Mas foi um fartote de rir ao ver o bruto com a Brigitte.
 
Mais para o fim do dia um editor gritou pausadamente: "O Tempo corre, FODA-SE!"
Foi engraçado.

That's all folks!

Adeus

30 de julho de 2013

Alarme

Por vezes toca um alarme lá na redação. Ninguém sabe o que significa aquela buzina. 
Hoje, pelas 18:00h, o alarme fez-se ouvir outra vez. Cá para mim, aquele alarme serve para avisar a redação inteira de que a subfódi chegou. É uma espécie de Harlem Shake, mas ao contrário. O alarme toca, o pessoal guarda as piadas e os confettis, e esperam pela crítica e pelos desejos da principessa

Adeus

29 de julho de 2013

Frases que têm de ficar registadas III


1. Pelo e Pela
Estava eu a ler a reportagem da Joana Monteiro quando reparo num "pla rua do hospital das bonecas (...)". Atrevi-me e corrigi o "pla" por "pela". A Joana, muito indignada, disse: Não, não! É 'pla' que eu quero. Em rádio diz-se 'pla' e não 'pela', ou 'plo' em vez de 'pelo'."
"Porquê?" perguntei eu; ela respondeu: "Porque 'pelo' é o do braço". Eu retorqui: "E pela?"; ela respondeu com a maior das seguranças: " 'Pela' é a mulher do pêlo."

2. Catarina Furtado
Estava a fazer um off sobre um assalto em Santa Iria, quando escrevo na última linha: "A quantia do furto ainda é desconhecida". O Pedro olhou para o ecrã e disse: Ai não, se calhar fica melhor "A quantia furtada(...); logo de seguida disse: "E daí não, ainda pensam que é a prima da Catarina."

 3. Mulheres
Durante o sossego da redação à segunda ouviu-se, do lado direito, alguém a desabafar com alguém: "Eu não quero que uma mulher me ame, quero que uma mulher me deseje."

4. Marta Campos
Fazer um Marta Campos. Sim, um Marta Campos. E o que é um Marta Campos? As bocas da Católica de Lisboa intitularam a Mentoplastia como um Marta Campos. E porquê? Porque uma tal de Marta Campos fez uma Mentoplastia e a partir daí, o nome ficou.
Ah! Uma Mentoplastia é uma redução do queixo. "É como limar o queixo", alguém me disse.
Só tenho uma dúvida, por que razão não escorregam pelo bairro alto de queixos, como quem desce um slide and splash
Fica a pergunta à Marta dos Campos.


That's all folks. 


Adeus

Frases que têm de ficar registadas II


Pedro G: "(...) desconhecia que ela era arraçada de lagarto (pelo menos no pescoço), tenho ideia de que se ela se irrita, eriça-se toda, o pescoço alça-se e ela levanta voo.".
Joana M: "Eu acho que, se ela se irrita, explode e saem purpurinas por todo o lado. E depois forma-se um arco-íris à volta. Ela é uma princesa! Não nos podemos esquecer disso!".
Eu: "Eu acho que, se ela se irrita, o cérebro estoura-lhe e de repente toda a redação fica em tons de castanho.".
Pedro G: "castanho com purpurinas.".


Adeus