Adeus
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10 de agosto de 2013
7 de agosto de 2013
Imperfeição
Vejo tanta perfeição numa imperfeita definição de ser perfeito e imperfeito.
(Chama-se amor, decerto.)
Adeus
6 de agosto de 2013
Não quero ir
Não quero ir.
Não me deixem ir!
Deixem-me ficar.
Deixem-me sentir.
Estás longe, velha cidade.
Meu coração não está aí.
Minha cabeça faz amizade,
mas não estás onde sou feliz.
E o que o vento diz,
não é o que o vento traz.
Deixem-me ser feliz.
Deixem-me ficar.
Adeus
5 de agosto de 2013
Tenho tanto sentimento
"Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar."
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar."
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Adeus
4 de agosto de 2013
O Norte é outra coisa. Viana é outra coisa.
Estou a fechar os olhos mas ainda consigo teclar.
Hoje fui correr. Pseudo-correr, vá.
Corri uns 40 metros e estava a ver que morria. Nos primeiros 2 minutos o meu pulmão quis saltar pela boca. Cheguei morta a casa, tomei uma banhoca, jantamos, vimos a minha maior vergonha na televisão portuguesa e de seguida fomos às festas da Meadela. Isto já depois de chorar por pessoas conhecidas me enviarem mensagens a dizer que me viram de noiva.
Mas...este dia foi o mais parecido de verão que podia ter. Acordar às 11h, apanhar com o vento vianense na cara, ir à féta da freguesia...
Daqui a um mês estou de volta à cidade maravilhosa II e verão....nem vê-lo. Espero, pelo menos, ganhar um moreno de camionista durante as viagens de 5 horas entre Viana e Lisboa. Por enquanto tenho tido sorte!
Os meus olhos continuam a fechar e já estou a começar a deixar de saber teclar. Talvenbhz vápn dokrmir. Acho que vpnou. adues.
Adeus
1 de agosto de 2013
Adeus
"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
(...)
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus."
Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
(...)
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus."
Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”
Adeus
31 de julho de 2013
Frases que têm de ficar registadas IV
Hoje o dia foi bastante produtivo em relação a frases engraçadas, mas muitas delas não as posso citar aqui porque surgiram durante a leitura dos classificados das frescas do Correio da Manhã. Vá, a: "Sou abelha Rainha, vem provar o meu mel" e a "Sou doutorada, faço tudo menos roubar", posso. Mas as que metem grávidas, fundos, vegetais e outras coisas mais ousadas ficam melhor fora do meu blog.
Mas aqui pode ficar o momento em que disse ao Nicolau Breyner que: "Aqui não temos essa informação", quando ele me pergunta onde era a festa de verão da TVI.........
My bad. My bad.
Mas foi um fartote de rir ao ver o bruto com a Brigitte.
Mais para o fim do dia um editor gritou pausadamente: "O Tempo corre, FODA-SE!"
Foi engraçado.
That's all folks!
Adeus
30 de julho de 2013
Alarme
Por vezes toca um alarme lá na redação. Ninguém sabe o que significa aquela buzina.
Hoje, pelas 18:00h, o alarme fez-se ouvir outra vez. Cá para mim, aquele alarme serve para avisar a redação inteira de que a subfódi chegou. É uma espécie de Harlem Shake, mas ao contrário. O alarme toca, o pessoal guarda as piadas e os confettis, e esperam pela crítica e pelos desejos da principessa.
Adeus
29 de julho de 2013
Frases que têm de ficar registadas III
1. Pelo e Pela
Estava eu a ler a reportagem da Joana Monteiro quando reparo num "pla rua do hospital das bonecas (...)". Atrevi-me e corrigi o "pla" por "pela". A Joana, muito indignada, disse: Não, não! É 'pla' que eu quero. Em rádio diz-se 'pla' e não 'pela', ou 'plo' em vez de 'pelo'."
"Porquê?" perguntei eu; ela respondeu: "Porque 'pelo' é o do braço". Eu retorqui: "E pela?"; ela respondeu com a maior das seguranças: " 'Pela' é a mulher do pêlo."
2. Catarina Furtado
Estava a fazer um off sobre um assalto em Santa Iria, quando escrevo na última linha: "A quantia do furto ainda é desconhecida". O Pedro olhou para o ecrã e disse: Ai não, se calhar fica melhor "A quantia furtada(...); logo de seguida disse: "E daí não, ainda pensam que é a prima da Catarina."
Estava a fazer um off sobre um assalto em Santa Iria, quando escrevo na última linha: "A quantia do furto ainda é desconhecida". O Pedro olhou para o ecrã e disse: Ai não, se calhar fica melhor "A quantia furtada(...); logo de seguida disse: "E daí não, ainda pensam que é a prima da Catarina."
3. Mulheres
Durante o sossego da redação à segunda ouviu-se, do lado direito, alguém a desabafar com alguém: "Eu não quero que uma mulher me ame, quero que uma mulher me deseje."
Durante o sossego da redação à segunda ouviu-se, do lado direito, alguém a desabafar com alguém: "Eu não quero que uma mulher me ame, quero que uma mulher me deseje."
4. Marta Campos
Fazer um Marta Campos. Sim, um Marta Campos. E o que é um Marta Campos? As bocas da Católica de Lisboa intitularam a Mentoplastia como um Marta Campos. E porquê? Porque uma tal de Marta Campos fez uma Mentoplastia e a partir daí, o nome ficou.
Ah! Uma Mentoplastia é uma redução do queixo. "É como limar o queixo", alguém me disse.
Só tenho uma dúvida, por que razão não escorregam pelo bairro alto de queixos, como quem desce um slide and splash?
Só tenho uma dúvida, por que razão não escorregam pelo bairro alto de queixos, como quem desce um slide and splash?
Fica a pergunta à Marta dos Campos.
That's all folks.
Adeus
Frases que têm de ficar registadas II
Pedro G: "(...) desconhecia que ela era arraçada de lagarto (pelo menos no pescoço), tenho ideia de que se ela se irrita, eriça-se toda, o pescoço alça-se e ela levanta voo.".
Joana M: "Eu acho que, se ela se irrita, explode e saem purpurinas
por todo o lado. E depois forma-se um arco-íris à volta. Ela é uma
princesa! Não nos podemos esquecer disso!".
Eu: "Eu acho que, se ela se irrita, o cérebro estoura-lhe e de repente toda a redação fica em tons de castanho.".
Pedro G: "castanho com purpurinas.".
Adeus
28 de julho de 2013
26 de julho de 2013
Noiva por um dia
Todos os Jornais das 8 do fim de semana têm uma reportagem principal escolhida pela direção, neste caso, pelaTitiJudite.
Foi pedida uma sobre casamentos e a Brigitte, jornalista da casa há 20 anos, ficou responsável pela reportagem. Parece que a ideia envolvia apresentar diferentes modelos de vestidos de noivas, o que envolveria uma noiva, por obrigação. Acontece que a TVI não tem noivas, tem estagiárias.... Quando me ligaram a perguntar se podia servir de modelo para provas de vestidos chorei-me a rir, por razões obvias. Mas o que me safou do desafio foi o facto de estar em Viana nesse dia. No entanto, fui rapidamente substituida por uma colega minha, também estagiária. Ela ficou linda e finalizada a reportagem ficou ainda mais bela, não fosse ela a Florbela (cof cof). Naquele momento pensei ter escapado ao inicio do fim da minha vida social, até que....chego à redação e oiço a Brigitte: "Serapiiiicos"
Disse logo: "Até já estou com medo Brigitte, diz-me" e ela: "Vais ser a minha segunda noiva".
-NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO (Sim, foi a minha reação.)
"Parece que a Judite quer uma reportagem com o dobro do tempo porque vai ser a reportagem principal do Jornal das 8 do fim de semana."
Passadas umas horas de argumentos contra argumentos, persuadiram-me e eu aceitei.
No dia seguinte fui à maquilhagem e cabelos da tvi, saí de lá uma princesa e seguimos para a PRONOVIAS, local da reportagem. Experimentei uns vestidos, fiz umas imagens (que aos meus olhos estão medonhas) e voilá, só espero que a duquesa Jódite goste.
Um cheirinho:
Adeus
O Pedro disse
O Pedro disse-me para escrever alguma coisa de jeito no blog,
cá vai:
Alguma coisa de jeito.
Ah, também posso acrescentar que és um fixe por me ligares a perguntar como estou e prometo que vou escrever um texto que te deixe a babar de orgulho.
Toma lá uma prenda:
Adeus
25 de julho de 2013
Relationships
JP - Sabes que dia é hoje?
Eu - ( Chamei a memória e recuei imediatamente a todas as datas importantes...eeeeeeee nada me ocorreu) - Dia 25 de Julho...
JP - É dia Nacional do escritor.
Eu - ah...interessante.
Adeus
Frases sábias
"Diretos intermináveis de merda sobre merda"
"Alguns jornalistas são autênticos profissionais do stress"
"O segredo é nao pensar"
"O segredo é nao pensar"
"Se com um mês e meio disto já tens a noção... não vais conseguir ser jornalista durante muito tempo"
Adeus
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