Adeus
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1 de março de 2014
28 de fevereiro de 2014
Voltamos ao início, meu amor
E esta paixão
Amaldiçoada como o tremoço
Onde adormeço em criação
E acordo em alvoroço?
Se pudesses perceber
O limite que me dás
Assim, só de presença
E a alteração que me faz
Queria ficar em amores
E em grandes silêncios
Que constrangedores
Que pedaços esplêndidos!
Não, não gastamos as palavras*
Nem pela rua
Nem tão pouco pela dor
Palavras que estremecem
A teu olhar e a teu jeito
Os olhos não dizem mas parecem
Percorrer-me com todo o peito
Basta uma por ti dita
Pra meu caminho me deixar
Num pranto d'vontade aflita
De nunca deixar de te amar
Vamos ainda hoje
Gastá-las por essa rua
E dar de nós para nós
O prazer d'uma promessa tua
E já o mestre dizia
Que quem muito sente, cala.
Quem quer dizer quanto sente,
(...) Fica só, inteiramente.
Já rodopiamos canções
Mas nunca do mesmo cantor
E de um remoinho de emoções
Voltamos ao inicio, meu amor
* Referência ao poema "Já gastamos as palavras pela rua, meu amor" de Eugénio de Andrade
Itálico: Fernando Pessoa no poema "O amor quando se revela"
Adeus
Desatualizado
Estas duas semanas sem computador foram suficientes para ficar com o blogue desatualizado.
Tenho tanto o que escrever.
Adeus
9 de fevereiro de 2014
Tenho o nome de uma flor - Eugénio de Andrade
"Tenho o nome de uma flor
quando me chamas.
Quando me tocas,
nem eu sei
se sou água, rapariga,
ou algum pomar que atravessei."
in «As Mãos e os Frutos», 1948
Eugénio de Andrade
Adeus
1 de fevereiro de 2014
29 de janeiro de 2014
Random Access Memories
Bom saber que me viciei no que é o melhor.
Random Access Memories
Daft Punk
Melhor Álbum do ano
Melhor Álbum de Dança ou Música Eletrónica
E porquê?
Adeus
28 de janeiro de 2014
Assim, milhentas
Tenho saudades.
Assim, milhentas.
Tantas ao ponto de parecer o Walter Mitty de tanto imaginar.
Adeus
22 de janeiro de 2014
21 de janeiro de 2014
20 de janeiro de 2014
Assaltei o disco
Assaltei o disco rígido. É verdade. Cada vez que o faço solto uma lágrima por cada mimo que encontro.
Cá ficam alguns:
| Primeiros Nacionais de clubes |
| Quando o meu rabo era apresentável |
| Quando nos armamos em "motocantes", como dizia o Pena |
| Meeting Internacional do Porto |
| Sendo estrela |
| No tempo em que correr acabava com os nossos problemas |
Adeus
Estar e continuar
Juntam-se uma a uma
As peças de cada tabuleiro
E agora penso
Que talvez não faça nem diga
As letras que um dia
Muito pouco senti
Mas estou aqui
Com muito menos, muito menos
E muito dele foi por ti
O que um dia escrevi
nos devaneios da noite
nunca o menti
mas perdi
Podia nem isso ser
E não é, até
Foi só um parecer
Talvez não queira amar
Queira só receber
Aquilo que saberemos dar
Quando nos bem entender
E quando eu penso
que estou apaixonada
Talvez só queira isso mesmo
Estar
E continuar
Adeus
16 de janeiro de 2014
What city should you actually live in?
Decidi fazer um teste que me apareceu no feed de notícias do facebook, "What city should you actually live in?
Uma série de perguntas ridículas fez decidir todas as minhas dúvidas em relação ao futuro. Melbourne? Dublin? Sydney? Não.
I'm going to: Portland
"You are a free spirit, but not in the LA way, in the “you’re probably more cultured than most of your friends” way. You’re up-to-date on all the latest coffee brewing techniques, have a long list of local blogs you love to read, and can taste the organic goodness in every bite you eat. Move to Portland already, you sexy smarty pants."
Deixa cá ver então
Not bad. I can deal with this.
Mas como eu nunca estou satisfeita, voltei a fazer o teste e dei oportunidade a outras alíneas de respostas que também em pareciam aliciantes.
E então?
I'm going to: Barcelona
"You are a little bit of everything: half party, half pensive. You’re just as happy out clubbing as you are spending a long dinner with friends. You’re known to have a unique taste in everything, and you’re proud of it."
Provavelmente fico-me por Portland...Não quero tropeçar em espanhois mal educados, entregadores da telepizza com fatos da Dolce & Gabbana e bolas de ouro everywhere.
É. É Portland. Ou talvez Melbourne.
Acho que vou fazer o teste de novo.
Mas como eu nunca estou satisfeita, voltei a fazer o teste e dei oportunidade a outras alíneas de respostas que também em pareciam aliciantes.
E então?
I'm going to: Barcelona
"You are a little bit of everything: half party, half pensive. You’re just as happy out clubbing as you are spending a long dinner with friends. You’re known to have a unique taste in everything, and you’re proud of it."
Provavelmente fico-me por Portland...Não quero tropeçar em espanhois mal educados, entregadores da telepizza com fatos da Dolce & Gabbana e bolas de ouro everywhere.
É. É Portland. Ou talvez Melbourne.
Acho que vou fazer o teste de novo.
Adeus
O que é o Sublime
Para Kant:
"(...) é um prazer que surge apenas indiretamente, ou seja, é produzido pelo sentido de um impedimento momentâneo, seguido de uma efusão mais forte das forças vitais e, por isso, enquanto emoção, não se apresenta de facto como um jogo, mas como algo de sério na atuação da imaginação. (...) O sublime é aquilo que causa espanto, admiração e até mesmo medo, pois é grandioso, diferente e assustador"
Para mim:
O sublime és tu.
Adeus
13 de janeiro de 2014
A Pequena aldeia de Marlón
I
Eram quase seis da manhã e já o Galo cantava. Na aldeia de Marlón era o Galo Artur, batizado por um louco que havia matado a mulher, que despertava os habitantes da aldeia, os marlóenses.
Marlón era uma aldeia pequena, com quatro famílias e uma série de órfãos. A família Areijo, a mais abastada do sítio, gostava de soar o som do sino da sua própria capela, e todos os dias o fazia, numa espécie de competição com o Galo Artur. Os pais Areijo viviam bem, tinham 23 empregados e nunca haviam deixado faltar comida aos 15 filhos que tinham. A casa deles era um palácio aos olhos das restantes famílias de Marlón.
A família Verbitium, que vivia à frente da herdade dos Areijos, mantinha uma casa em pedra, na margem da ribeira da aldeia. Patrício, filho do casal Verbitium, tinha o hábito de pescar ali na costa, ainda de madrugada. Quando o Artur cantava já Patrício tinha o almoço pescado.
Lídia e Fospício, pais de Patrício, levantavam-se mal o sol nascia. Calçavam as botas e iam para o campo montados na sua burra. O campo da família Verbitium ficava do outro lado da herdade da família Areijo, e de lá podia avistar-se o minúsculo quarto onde dormiam os 23 empregados do casarão.
Lídia, filha do Padre que morreu apedrejado pela aldeia, não tinha em boa conta os marlóenses. Fospício e Patrício eram tudo o que ela tinha.
Depois de regarem os legumes, que faziam parte da gastronomia diária da família, os Verbitium montavam a burra e regressavam a casa. Lídía, com o seu avental côr de mel, servia o almoço, peixe com cenouras, batatas e legumes. Mesmo sendo o mesmo prato de sempre, não deixavam de agradecer a Deus, ou ao seu Patrício, por ter pescado, mais uma vez, um grande atum para o almoço.
A aldeia de Marlón não tinha Igreja. Aliás, teve, em tempos. Mas isso foi antes dos marlóenses descobrirem que o Padre Penicas era pai de 13 filhos. Lídia era uma delas. Depois de apedrejarem o pároco até à morte, puseram fogo à Igreja sem antes se lembraram de ir buscar o dinheiro das missas que o Padre guardará nos cofres da paróquia. A aldeia não teve como construir outra igreja, mas isso não era problema para o povo. A capela da família Areijo metia três igrejas do Padre Penicas no bolso. Os Areijos, apesar de serem repugnáveis criaturas, acreditavam que nem o mais pobre, velho, bebêdo e ladrão deveria ser privado à casa do Senhor. Quase toda a população podia visitar a capela deles, apenas com algumas condições, não podiam entrar calçados, não podiam roubar as velas com fitas de seda que decoravam o altar, e no fim da reza tinham de deixar uma recompensa no cesto de palha da entrada.
Lídia não era bêbada nem tinha o hábito de roubar... mas era filha do Padre Penicas. Nenhum filho do falecido Penicas tinha permissão para entrar na capela dos Areijos. Lídia e os seus 12 irmãos orfãos estavam proibidos de pisar o chão da herdade.
Adeus
Lá no além
O meu futuro não está comigo
Nem contigo
Muito menos com alguém
Porque o futuro não está com ninguém
Mas estará
Comigo e contigo
Lá no além
O presente sorrirá
E o tempo espantará
Todos os males passados
A que fomos habituados
E tudo o que fiz e farei
Nada me dá
Mas lá no além
Temos um futuro com alguém
Onde o presente sorrirá
Adeus
12 de janeiro de 2014
Nem parece Janeiro, tamanho dia
Bússola Cristã
Um sábado é produtivo quando nada se faz. Pois bem, hoje fui encontrar um blog com o título: Bússola Cristã - assim caminha a humanidade. Neste pedaço de literatura encontrei a seguinte frase: "devemos viver como se morrêssemos amanhã, mas devemos sonhar como se vivêssemos eternamente."
Pois está claro que a frase não estaria na Bíblia, e daí, pensando bem.....
Quis deixá-la aqui porque, parecendo ou não cliché, tem a sua pinta de lógica, como todos os clichés, certamente.
Não me perguntem o porquê de ter lido este pedaço cultural da plataforma de blogues, mas um sábado, como já disse lá em cima, só é produtivo quando nada se faz.
Adeus
11 de janeiro de 2014
10 de janeiro de 2014
Vista
Como é que é possível ficar tão feliz com uma janela... Podem tirar-me tudo...mas tirarem-me a janela do quarto seria o fim.
Obrigada blog pelas cores alteradas. well done, not.
Adeus
Um milagroso 10
Olá exame, sê bem-vindo ao meu cérebro vazio de conteúdo relacionado com Pesquisa de Opinião. Guess what? Tenho o meu primeiro exame daqui a 7 horas e meia, passei o dia e a noite na coboiada e estou às 2 da manhã a pôr likes no facebook e a escrever no blog. Vai ser bonito vai. Daqui a uns dias apresento-vos um milagroso 10.
Adeus
7 de janeiro de 2014
6 de janeiro de 2014
Odeio-te, mês de Janeiro
Odeio o mês de Janeiro. É chuvoso, é frio e é feio. Diria até que podia ser banido do calendário anual da humanidade. Em Janeiro nada é positivo. E não estamos a falar de amor-ódio, não senhor.
É o mês em que se repensa no que se concretizou no ano anterior, no que se quer concretizar no ano que acaba de começar, e é também o mês em que nunca se pensa no que se pode fazer ainda hoje.
É o mês em que se repensa no que se concretizou no ano anterior, no que se quer concretizar no ano que acaba de começar, e é também o mês em que nunca se pensa no que se pode fazer ainda hoje.
Começa logo com o dia 1: o dia em que se dorme até às tantas, vestem-se as piores calças de pijama para andar em casa, comem-se os doces e restos da jantarada do dia anterior, e, se tentarmos ligar a televisão, levamos com filmes que, apesar de parecerem apelativos, não o são, de todo.
A partir do dia 2 já o nosso corpo está habituado a não ter horários aceitáveis no seio familiar. Hoje adormecer às 4 da manhã, amanhã às 5h e quando damos por ela já os pais andam de pé para irem trabalhar e nós ainda nem nos deitamos. É nessas alturas que pensamos: Que inútil que sou.
No dia a seguir acordamos e já são três da tarde. Já eliminamos, sem querer, o pequeno almoço e o almoço; a primeira refeição passa a ser o lanche. Ainda agora acordamos e já o sol se foi. Quando damos por ela já são horas de jantar, os pais já se preparam para um novo dia e o nosso parece ainda nem ter começado. Já é de noite e a maior decisão que temos para tomar é: escolher um filme, ou dois, porque o sono tarde virá. Dois filmes vistos e centenas de palavras escritas a quem está longe e que o facebook aproxima.
Olhamos para o canto inferior direito e ups, já são quase 5h. Bem, vamos tentar dormir para amanhã tentar acordar a umas horas decentes...e se fosse lá para a 13h30h já nos orgulharíamos.
Este meu ódio pelo mês de Janeiro deve-se, provavelmente, ao facto de a minha vida passar de bestial a besta em tão poucos dias. Não lido bem com o não ter horários, não consigo viver em pleno quando não tenho o plano do dia seguinte. E quando se está um mês sem qualquer plano diário, podemos dizer, então, que estamos perante férias. Desculpem anunciar desta maneira o meu desagrado por férias. Quando em Maio do ano passado vi que tinha três meses de férias pela frente, invoquei todos os santinhos do universo à minha reunião de salvação e concluímos que deveria fazer alguma coisa útil. Pensei em tudo, até esfregar escadas pelos prédios de toda a cidade vianense. Lá pensei melhor e surgiu um estágio.
As férias matam-me. Fico desleixada comigo, com os outros e comigo outra vez. Arrastar-me do sofá parece ser o maior desafio do dia e arrumar a cozinha parece um inferno.
Odeio ser sedentária e o mês de Janeiro obriga-me a isso.
Odeio-te, mês de Janeiro.
Adeus
Resumindo a Casa dos segredos
Alguém me pediu para explicar o que tinha acontecido na gala da casa dos segredos, assunto que, em CC, suscita 298 comentários. Adoro o meu curso e o facto de nos conseguirmos divertir ao falar das coisas mais banais.
Adeus
Todos tomam um rumo
Quando te apercebes de que todos os corações tomam um rumo
e que todos estão a tomá-lo
e que o teu não
porque te distraíste
ou porque, simplesmente, te abstraíste do resto do mundo dos corações
o que é que fazes?
continuas ou paras para continuar?
Adeus
5 de janeiro de 2014
Amén a nós
Nós somos fantásticos, alguma vez te disse?
Quando me dizem que há casamentos que duram 40, 50 anos... eu penso imediatamente: Que dizem um ao outro durante tantos anos?
Mas depois, ao relembrar as nossas talk talk até às tantas, até consigo perceber como é que se consegue ter tanto o que dizer e à mesma pessoa. Amén a nós e valha-nos a imaginação! (damn, uma palavra chave, damn, mais uma)
E mais uma: "O objetivo do homem aquário é mudar o mundo e ter relações satisfatórias"
E mais uma: "O objetivo do homem aquário é mudar o mundo e ter relações satisfatórias"
E mais uma: http://img0.liveinternet.ru/images/attach/c/5//3970/3970473_sprite198.swf
E não há mais porque senão gabas-te o dia inteiro. Ah, e porque este é o primeiro post que faço sobre ti sem ser em forma de poema, o que me deixa nervosa.
Nervosa porque é sinal que: ou já não preciso de fazer poemas, ou mereces mais do que poemas. Culpo a moca do sono. Amanhã perdoo-me por isso. Só mais uma: "Todos temos direito à nossa moca."
Agora sim,
E não há mais porque senão gabas-te o dia inteiro. Ah, e porque este é o primeiro post que faço sobre ti sem ser em forma de poema, o que me deixa nervosa.
Nervosa porque é sinal que: ou já não preciso de fazer poemas, ou mereces mais do que poemas. Culpo a moca do sono. Amanhã perdoo-me por isso. Só mais uma: "Todos temos direito à nossa moca."
Agora sim,
Adeus
4 de janeiro de 2014
Conhecer-te
Conhecer-te é como poder viver alguma coisa que não o mundo habitual. É como andar sem distrações porque o pensamento é tão sólido que chega mesmo a transformar-nos em irrealidade.
Conhecer-te é como adicionar um dia teu aos meus dias, é como aumentar o que me resta com uma esperança que nunca houve.
Conhecer-te é como viver com algo, com algo que valha a pena, todo o dia e todos após o anterior.
Conhecer-te é como, numa atitude mais segura, poder voar até ao mais alto e saber que não vou cair, nem por um segundo.
Não me faças viver sem conhecer-te mais.
Obrigada
Adeus
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