4 de novembro de 2014

Liberdade é decisão - Vamos jantar?

Haverá algum dia melhor do que aquele em que o pequeno almoço é tomado em casa e o jantar é servido na rua?
Adoro jantar fora. Adoro experimentar aquele restaurante novo que abriu na baixa. 
Jantar fora é bom mas tomar o pequeno almoço em casa é melhor, de preferência com alguém que não queremos que saia da nossa vida tão cedo. Café quente, torradas crocantes, remelas e olhares de quem sabe muito mas não fala. 
Talvez seja por isso que gostamos tanto de dias de folga. Para além de não termos horários nem para isto nem para aquilo, os que temos podem ser partilhados com quem amamos e isso nem sempre acontece durante o resto da semana. Num dia de rotina é bem possível que o pequeno almoço não seja tomado com a companhia desejada. É bem possível que, à noite e já depois desse dia, não se "tenha cabeça" para ir jantar ao restaurante da baixa e o "juntos" passa a ser um assunto não tão na ordem do dia.
Estar junto é bom e os dias são bons quando estamos juntos. Será por isso que estamos juntos? Claramente, diria já. Será que o pequeno almoço nos sabe tão bem por ser partilhado? Será por, aquando chega a noitinha, podermos decidir ir jantar ao restaurante da baixa ou ficar ali mesmo, por casa?
Ter liberdade é isso mesmo. Decidir o que fazer. Eu tenho a liberdade de fazer o que bem entender. Posso comer o que quiser, ir onde quiser, ler o que quiser, dormir onde quiser e com quem bem me entender. Vivendo em Belém posso, perfeitamente, ir aos pastéis todos os dias e de seguida ver o sunset lisboeta no melhor spot com a Torre a cortar os raios. Posso. Sou livre só por poder fazê-lo. 
O mais curioso disto tudo é que sou capaz de me sentir muito mais livre quando decido não o fazer. Liberdade é isso mesmo. Decidir. Liberdade é saber que posso fazer tudo e decidir não fazer nada. Liberdade é decidir, não é poder. 
Quanto ao "juntos", não, não há nada mais liberto do que poder escolher com quem quero partilhar o pequeno almoço.
Não há nada mais liberto do que convidar-nos para jantar, em casa ou no restaurante da baixa. Não há nada que me transmita mais liberdade do que as decisões que vou tomando e tu és isso mesmo, uma decisão de liberdade. Da minha toda ela: liberdade.

Agora pára de ler este meu texto corrido, escrito a horas indecentes mas cheio de ideias soltas, e vamos jantar. 
-Aqui em casa ou naquele restaurante que abriu na baixa?



Adeus

2 de novembro de 2014

Halloween - I wanna play a game


Jigsaw 
Jigsaw e zé Abóbora
O jigsaw assustado com a noiva cadáver
Dois Jigsaw no Main


Jigsaw toma o pequeno almoço na merendeira

Adeus

27 de outubro de 2014

Seja aqui ou no Marão

Não vão ser malas arrumadas
Não vão ser horas na estrada
Não vão ser vidas traçadas
Que sararão setas cravadas

Não serão só os raios do Marão
A cumprir alguma ocasião
Não serei eu a gritar as frentes
Mas vais ser tu - a quem só mentes.

E que o bicho é este?
Que nos faz ir e voltar
Que de tão sublime que é
Se tenta em retornar

Ele, que não é veneno
-É puro e não sereno
E no tangível disso tudo
É amor! Digo sem medo

E no fim,
será nada!
E de ser nada - será tudo.
-Tudo o que nos fará ir e voltar
P'ros segredos deste mundo

Até lá,
 ficamos assim,
no momento em que eu me dou
no momento em que te dás
E enquanto houver estrada para andar
a gente vai continuar

E não, não te peço comodismo
Peço-te paralelismo
Sem julgamento, com dedicação
Não cair em esquecimento
Nem em nada de ilusão
Peço-te aquela paixão
Todo o brio e satisfação
Peço-te ardor e alimento
Sem qualquer ilação

 E a cada visita dada
 Que sigamos pelo mesmo caminho
Faz cumprir a ocasião!
Seja aqui ou no Marão


Itálicos de António variações e Jorge Palma


Adeus

21 de outubro de 2014

A minha mãe diz que eu sou chata

Quando não temos muito o que fazer, qualquer coisinha pode ser distração e motivo para iniciar conversa, por muito estúpida que seja. Sou muito boa a começar conversas só porque sim e a minha mãe, em resposta a essas conversas, consegue passar o dia todo a dizer que eu sou: 
a) Linda
b) Interessante 
c) Prendada
d) Chata

É isso mesmo, opção d) Chata.
Qualquer coisa que eu faça é motivo suficiente para ouvir a dona Paula, senhora minha mãe, a dizer: "És tão chata.". Estas palavrinhas são mais repetidas do que um video em loop (juro que para a próxima faço uma comparação melhorzinha) e são ouvidas, normalmente, quando:

- Falo muito. Ora pois bem, até é fácil justificar o porquê de estar "sempre a falar". Razão um: falo desde os dois anos, desde essa altura que uso a fala para comunicar com quem me rodeia. Razão dois: Estive três anos a formar-me em comunicação. Queriam que eu passasse o dia a fazer o quê?

- Faço perguntas e quero, incansavelmente, as respostas. Sou curiosa e ainda bem que o sou. As pessoas curiosas são as mais inteligentes. Por que é que não ficam felizes por saberem que eu sou inteligente?

- Lhe pergunto o que vamos fazer para jantar. Porque "É muito cedo! Era o que faltava estar a pensar no que vou fazer de jantar!". Depois só quando batem as oito da noite é que vai descongelar os bifes de frango.

- Quando tento ensinar alguma coisa Num dia normal, tudo o que eu penso nunca é suficiente para a minha mãe. Se eu disser uma coisa, ela vai e contradiz-me, como uma máquina automática de argumentos. Nem vale a pena achar que lhe posso dar alguma novidade muito menos ensinar-lhe alguma coisa, porque isso nunca será possível. "Eu sabia", "Achas que eu não sabia?! Não me lembrava" são normalmente as respostas da minha mãe, a mãe que sabe tudo.

Hoje, em conversa depois de jantar, perguntei-lhe:
- Queres café?
Respondeu-me: - Não, dói-me a cabeça. 
Eu, insatisfeita com a pseudo justificação, perguntei: 
- E não queres café porque te dói a cabeça? 
E ela: 
-Sim. Para a próxima digo que não quero café e acabou
(...)
Eu entendo que nem seja necessária justificação para não querer café. Não se quer e acabou. Só fiquei intrigada com a justificação... afinal, a cafeína alivia as dores de cabeça...mas "prontos", ela, como não poderia deixar de ser, nem me deu hipótese:
-Quando fores jornalista e se quiserem pedir-me entrevista eu vou dizer que tu és chata.
Respondi: 
-Sabes que...um jornalista tem de ser chato senão não consegue as respostas que quer. Quanto mais chato, melhor jornalista.
Ao que ela me respondeu enquanto se ria:
- Estou perdida!

Adeus

19 de outubro de 2014

Com a maior sinceridade

E é assim, meus filhos, que eu respondo a questionários.
Com a maior sinceridade. 
*inserir hashtag Forever Sonae*


With love, Serapicos.

Adeus

18 de outubro de 2014

Sou só eu que quero conhecê-lo?

A inteligência e a muita imaginação fascinam-me. Apresento-vos:


Escreve desde os 10 anos e ganhou o prémio leya aos 24 anos. Começou pela poesia (aww) e estreou-se em prosa com O meu Irmão, livro vencedor.
Para além de ser génio e desengonçado (precious), escreve bem e fala assim:

(video de 16 segundos editado ao meu gosto)

São precisas pessoas destas no mundo. São precisas pessoas assim no meu mundo.
Sou só eu que quero conhecê-lo?


Adeus

Com Fernando Pessoa Pelo Mundo

Dois dias depois de ter tatuado o melhor poeta de sempre no pulso tive uma ideia que, na altura, me pareceu arriscada. Pu-la em prática e, uns meses depois, sinto esta epifania com mais 500 pessoas.
Fico feliz quando apreciam as minhas ideias loucas. 
Obrigada.



Adeus

2 de outubro de 2014

Já te cansaste da poesia?

Acordar tarde é um dos meus planos favoritos num dia dedicado a nada fazer. 
Com o calor que está a fazer por Lisboa, só não vai à praia quem não pode e não poder não tem sido a minha ordem, ultimamente. Decidir para que praia ir, foi, provavelmente, a decisão mais difícil que tomei hoje e quando isso acontece, o dia não é assim tão mau.
Enfiei-me no comboio e quando dei por mim já tinha passado São Pedro do Estoril....Saio ou não saio, saio ou não saio...
Decidi ir até cascais, também só faltavam umas duas, três estações.
Saí do comboio e já cheirava a tias. Vá, estou a brincar. Na verdade cheirava a estação do comboio. Que desilusão!
Cheguei a uma praia bem pequenina, uma espécie de baía de água cor azul claro. Era mesmo ali que queria estender a toalha. A tarde foi passada a ouvir línguas, todas as línguas europeias, todas menos o português. Para além de uns mergulhos e de uns movimentos de pseudo-natação, li metade de um livro de poemas de Pessoa, o qual a minha mãe me deu há umas semanas.
Ao final da tarde, o sol já tinha atingido as rochas e a luz da praia ia reduzindo. 
Não há nada melhor do que o horário das cinco e meia às seis e meia da tarde, numa qualquer praia em qualquer parte do país. O sol a pôr-se, um calor confortável e a pele ganha uma cor que nunca teve durante o resto do dia.
Eram quase seis da tarde e lá estava eu, a viver esse momento do dia. Pousei o livro e pus-me a observar tudo o que me envolvia: a água, as pessoas, a areia que tinha colada nas pernas, o dourado das arribas e as cores do céu, da areia e da minha pele. Naquele momento apercebi-me da sorte que tenho, por poder estar ali a uma quinta-feira à tarde, em pleno Outono.
Ao aperceber-me dessa sorte, oiço uma voz de um rapaz que passou por mim:  - Então, já te cansaste da poesia? - Eu, perante tal pergunta inesperada, ri-me e respondi: - Não -. O rapaz seguiu caminho e eu voltei a contemplar o melhor horário da praia, mas, desta vez, sem pensar na sorte que teria em estar ali. Dei por mim a pensar que poderia ter respondido àquela voz: "Quem gosta de poesia nunca se cansa dela.".  

Praia da Rainha, Cascais


Adeus

O amor que não arde nem em Paris

Nem preciso de escrever nada no post depois de um título tão explicito mas vou escrever na mesma. 
A vida não está feita nem para sonhadores, nem para românticos, nem para solteiros.
Dizem que Paris é a cidade dos apaixonados. Ora bem, já lá estive quatro vezes e quase sempre sozinha, para além de que em todas as vezes que lá fui, não estive lá mais do que algumas horas. 
Já sei, já sei. Já sei que a cidade do amor não foi feita para mim. 
Oh, que conclusão tão fácil de retirar. 
Olha que lindo, universo, estás a fazer muito bem o teu papel. 


Adeus


13 de setembro de 2014

Muito isto, tanto disto



Love me or leave me and let me be lonely
You won't believe me but I love you only
I'd rather be lonley than happy with somebody else

You might find the night time the right time for kissing
Night time is my time for just reminiscing
Regretting instead of forgetting with somebody else

There'll be no one unless that someone is you
I intended to be independently blue

I want your love, don't wanna borrow
Have it today to give back tomorrow
Your love is my love
There's no love for nobody else

Say, love me or leave me and let me be lonely
You won't believe me but I love you only
I'd rather be lonley than happy with somebody else

You might find the night time the right time for kissing
Night time is my time for just reminiscing
Regretting instead of forgetting with somebody else

There'll be no one unless that someone is you
I intended to be independently blue

Say I want your love, don't wanna borrow
Have it today to give back tomorrow
Your love is my love
My love is your love
There's no love for nobody else"

Adeus

12 de setembro de 2014

Sabes muito, sabes tanto.

"Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível, e que esse momento será inesquecível."

Fernando Pessoa



Adeus

6 de setembro de 2014

Não está fácil

Ou eu termino o livro ainda este ano ou não sigo com a minha vida. Não está fácil, celso.

Adeus

29 de agosto de 2014

Ronaldo e Judite

Ler no facebook que a TVI se aproveitou da situação da Judite para entrevistar Cristiano Ronaldo...irrita-me muito, só. Irrita-me porque as pessoas nada sabem do assunto e especulam ao ponto de tornar as especulações verdadeiras.
Para que saibam, meus caros, foi o Ronaldo que contactou a Judite a pedir entrevista. Isto não foi a TVI a aproveitar-se, foi um ato de louvar de um jogador que tem milhares de ofertas de entrevistas por mês e, à parte disso, escolheu pedir à Judite para que o entrevistasse de maneira a que ela voltasse ao trabalho. Eu não sei se o Ronaldo é o melhor do mundo a jogar à bola mas sei, criticas e gostos à parte, que foi o melhor ao fazer isto.



Adeus

Sou de Viana mas não sou vianense

São muitas as vezes que tenho saudades de Lisboa. A maior parte delas passa em segundos. Lisboa é bela, não digo que não. Aquela aventura de se viver na capital, de querer começar uma vida nova, conhecer novas pessoas, de querer explorar todos os bares e ruas, todos os Jerónimos e todos os bairros altos e aquele querer de se querer começar a amar outra cidade...
Sim, eu sei que os três meses que estive em Lisboa não foram suficientes para ficar a amá-la como ela merece. Em contrapartida, sei que amo fácil. Espero que desta vez tenha muitos meses para amar aquela cidade. Espero até que a ame mais do que amo Vila Real. (Quem é que eu quero enganar? É impossível.)
Viana é fácil de ser batida, infelizmente. Foi a cidade que me viu crescer mas também é uma cidade cheia de pessoas mesquinhas que se preocupam mais com a vida dos outros do que com o seu próprio umbigo. Acrescentando o facto de os vianenses serem, provavelmente, o povo mais vaidoso deste país. Justifico-o facilmente: Nas festas da Agonia passeia-se o ouro todo da família e quem tem mais é o maior. Durante o ano é igual. Ou com o melhor carro, ou com a melhor roupa ou com os biceps mais bem definidos de toda a praia dos ingleses ou com outra coisa qualquer. Ah, estou a esquecer-me de dizer que os rapazes vianenses estão sempre com a depilação em dia, às vezes até mais do que muitas raparigas. Como se vê, não é fácil não amar Viana do Castelo. Confesso, no entanto, que estes dias têm sido mais difíceis no que toca a não gostar de Viana. Afinal, "Quem gosta vem e quem Ama fica" é o slogan da cidade. O qual, btw, estaria capaz de ganhar inúmeros prémios para melhor slogan turístico português.
A Romaria da Senhora da Agonia é a maior romaria de Portugal e dá luz à cidade durante cinco dias. É uma espécie de queima mas em casa dos pais. A diferença é que durante a tarde, ao invés de ressacar na cama, ressaca-se a ver mais uma procissão a arrebentar de riqueza familiar. Ah, e à noite há fogo de artifício (Serenata ao Rio Lima), para os mais melancólicos e apaixonados. Falando da Serenata, damn, Viana. Foste linda nessa noite. "Havemos d'ir a Viana" da Amália em colunas por toda a cidade e momentos como escreverem: "Viana é Amor" na ponte Eiffel deixam qualquer um de beiços. Ali, durante o show, senti saudades antecipadas de Viana, a qual, afinal de contas, é a minha cidade. Eu sou de Viana mas como não passeio ouros nem tenho os melhores biceps da praia dos ingleses, não posso dizer que sou vianense. Entendem-me?
Agora que venha Lisboa tentar bater a Rainha Vila Real e a minha Viana do Castelo. Tenta, só, capitau.



Adeus

26 de agosto de 2014

Estou muito hater

Chega-se ao facebook e só se vêem vidas felizes. Até fico deprimida. E não, não é por ser invejosa -que não sou-, é porque vocês só postam o que de feliz há e nunca postam os problemas. Assim até parece que a minha vida é desinteressante. Algum psicólogo que avance uma tese sobre isto, por favor. 

Amigos dessas redes sociais, frases como: "Quem tem luz própria incomoda quem está no escuro", "Pedras no caminho? Apanho-as todas e qualquer dia construo um castelo" estão mais batidas do que scrambled eggs. Deem um descanso aos meus olhos porque fartos de rotina já estão eles.

Hoje estou muito hater e como o que me incomoda naturalmente não basta ao meu plano diário dado pelo universo, estão, neste momento, a entrevistar uma pessoa muito estrábica na RTP1.
Acho que vou parar de escrever antes que teça comentários maldosos a este mimo televisivo.

Adeus

25 de agosto de 2014

Olá à despedida

"-Quando é que vais ganhar juízo?
-Quando fores para Lisboa"

João Pedro Ferreira
25 de Agosto de 2014

Adeus



24 de agosto de 2014

Ah, meu Nandinho, falas tão bem

Não fiz nada, bem sei, nem o farei, 
Mas de não fazer nada isto terei, 
Que de fazer tudo ou nada é tudo o mesmo,
Quem sou é o espectro do que não serei. 

Vivemos nas encostas do abandono 
Sem verdade, sem dúvida nem dono. 
Boa é a vida mas melhor é o vinho 
O amor é bom, mas melhor o sono.

Fernando Pessoa


Adeus

1 de agosto de 2014

Transportes

2 de Agosto - O dia em que vou andar de carro, avião, autocarro, comboio, metro e barco. 


Adeus

Gôda pa sempre

Não está fácil ser magra num mundo que tenha chocolate. Não está nada fácil, meus amigos.

Eu devia era ter vergonha de pôr isto aqui. 

Adeus

27 de julho de 2014

Os casórios do mês

Não deixei de reparar que esta semana foi muita gente a casamentos. Fotos dos melhores vestidos e looks por todo o lado, a mesa mais bem decorada, o bolo mais engraçado e o arroz a voar enquanto os recém casados saem da igreja. Como o número de casamentos desceu consideravelmente podemos concluir que já não estamos habituados a ver gente a casar e os que casam, esses, escolhem "O mês do julho e Agosto" para o fazer. (Sim, porque para a autora desta frase, o Julho e o Agosto são meios meses, daí juntos darem um mês (churrada nº70)). 
Eu se casasse escolhia o 13º mês. E vocês? 

Adeus

A minha Rua

São 11 da manhã e eu estou no meu spot favorito (a cama não entra no concurso), o cadeirão na varanda. A minha rua consegue ser das mais movimentadas de Viana. Sim, parece estúpido mas as pessoas gostam de uma boa pastelaria, de um bom ginásio e de um bom supermercado que dê para fugir às grandes superfícies. A minha rua tem isso tudo. Bem, ao domingo é impossível e é dos dias mais calminhos, agora imaginem. Tias e Tias de Viana a desfilarem por aqui como isto fosse a marina ou o parque da cidade. Umas trazem os filhos pequenos com as bicicletas com rodas laterais para os ensinar a andar, outras vestem-se com roupa de Domingo para irem tomar o melhor café à melhor pastelaria da cidade (é mesmo a melhor). Depois há gente normal, que felizmente é considerada a maioria que deambula por aqui. Calções e t-shirt e bora buscar um pacote de arroz ao supermercado ou meia dúzia de pães à pastelaria. Eu faço parte desta maioria. Esta rua é como se fosse o meu quintal, sinto-me com o privilégio de poder ir levar o lixo de pijama e chinelos. Mesmo assim, não o faço, a última vez que o fiz apanhei um grupo que se preparava para sair à noite e blá, foi constrangedor. Afinal, o que é que o grupo estava a fazer no meu quintal?

 Adeus

25 de julho de 2014

Fotos do swag: NO

Olá pesssoas que andam por aqui a cuscar o meu humilde cantinho. Aviso-vos, desde já, que não me encontrarão vestida com modelitos do swag em fotos dos pés à cabeça. Desculpem não fazer parte da maioria mas a minha cena não é tirar fotos de visuais diários e partilhar com o mundo.

Para quem acha que eu já fui de cruzeiro, não, meus caros, ainda não fui. Quando for, vocês serão os primeiros a ver fotos de todos os dias e de todos os sítios por onde passarei. Esqueçam é fotografias do que vou vestir.
Quanto ao cruze, vai ser belo, belo, belo.
Olhem só o que me espera:



Adeus

24 de julho de 2014

Nasceu-me um sinal



Adeus

É, vai correr bem

Vou viajar de avião pela TAP até Paris dentro de dias e lá vou apanhar uma série de comboios até chegar ao meu destino. O que acontece entretanto? Dois desastres de avião no espaço de uma semana, acidentes de comboio em França com 40 feridos, e, porque não bastava, a TAP cancela quase 40 voos em quatro dias e porquê? Porque estão a trocar os aviões velhos por novos. Oh cara Tap, quem disse que quero fazer o Test drive nos aviões novos? Nãooo, muito obrigada. 
Está a correr bem, por enquanto.
Prometo não pôr fotografia do avião da Tap no instagram a sugerir que ele vai desaparecer.

Atualização: hoje acordei com a notícia: ÚLTIMA HORA: Air Algérie perdeu contacto com avião.

É, vai correr bem. 

Adeus

21 de julho de 2014

Ah, o amor

Ainda não percebi se o Pedro Chagas Freitas é um escritor sério ou se é apenas um empresário da escrita. Ele consegue vender mais o produto dele do que muitas empresas comerciais e claro é que não me refiro ao Continente. Para além de ter uma página própria, onde partilha incansavelmente excertos de textos, consegue apresentar o mesmo tema dezenas de centenas de vezes. Amor. Ele não se cansa do Amor. Como é que alguém consegue escrever tanto e sobre Amor? É inevitável pensar o quão infeliz ele deve ser. Sim, desenganem-se aqueles que acham que só se escreve sobre Amor quando se é feliz. Não. Amor é o tema escolhido ou quando se está apaixonado e não se tem o que se quer ou quando se está apaixonado e já se teve o que se quer. O Amor é tramado, meus amigos. Já o tio Camões dizia: "Ah o amor, que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê." Grande Tio Camões. Ah, e grande Tio Belmiro, que ainda não foi ultrapassado pelo Chagas Freitas, o empresário romântico. 


Adeus

20 de julho de 2014

Está difícil

Fecha os olhos e lembra-te de como ele era antes do vosso primeiro beijo. Ou de como ele era antes da primeira vez que te tocou. Antes de saber alguma coisa dele, já tinha memorizado a côr do olhos, o sorriso e os tiques. Quando me olhava, sentia que podia viver daquele olhar durante uma semana. Mas nada se compara à primeira vez que ele me tocou. Foi como se fossemos as únicas pessoas na Terra e eu não conseguia imaginar como seriam os meus dias sem ele. Sem aquilo. Sem aquele conforto de alma, de calma, de cumplicidade. Não poderia, depois de tudo, imaginar mais algum momento sem ele.

(...)
Em rascunhos


Adeus

18 de julho de 2014

Talvez não queiram

No dia a seguir de escrever “Nas tardes de Verão” deparo-me com um dia chuvoso. Será algum sinal do universo meteorológico? Engraçadas, estas coincidências. Talvez não queiram que ame o vento a arrefecer-me os bancos. Talvez não queiram que ame o cheiro a oliveira. 
Talvez não queiram que te ame com carinho.
Talvez seja só da minha cabeça.
Talvez tu não queiras.
Talvez seja isso mesmo.
Tudo isso, talvez.

Adeus




11 de julho de 2014

Se um dia perceberes

Se um dia perceberes
Não percebas

Sente mais, percebe menos
Sente aquilo que te derem
Aquilo que de pouco tu dás
Pouco é o que perceberás

Tu, que nunca sentirás 
Tu, que nem o farás
Sente aquilo que te derem
Percebe pouco do que sentes

Perceber é inimigo do sentir
Entender é inimigo do amar
Se um dia perceberes
Nunca mais amarás

Adeus

Em tardes de Verão

Em tardes de verão
Sinto-te perto e no meu ombro
Sinto o cheiro a oliveira
Sinto-te encostado no meu rosto

Relembro palavras e confusões
Relembro-te inteiro, em meias paixões
Tento esquecer palavras em vão,
Tento esquecer gestos e confissões

No céu há mais um caminho
Pintado de ódio e daquele amor
Cheiro-te na memória e no carinho
Que insiste em ficar, sem pudor

Guio o carro pela colina
Onde o sol se divide por tudo
Esconde-se com vergonha da sina
E brilha como se fosse mudo

À sombra o passar do vento
Arrefece os assentos escaldados
Pelo calor que um dia infernou
O céu no lugar dos amados

É em tardes de verão
Que te amo com carinho
Relembro a ilusão
E odeio-te, de mansinho


Adeus

26 de junho de 2014

Ainda que vã

“Ah, a esta alma que não arde. Não envolve, porque ama, a esperança, ainda que vã, o esquecimento que vive entre o orvalho da tarde. E o orvalho da manhã.”

FP

Adeus

23 de junho de 2014

Seus Idiotas

Agora que me distancio da realidade que se me tem atravessado à frente, percebo o quão idiotas as pessoas conseguem ser umas com as outras e pior: consigo próprias.

Não estou segura com as minhas palavras, nem com as que escrevi ontem nem com as que escrevo hoje. Estou segura, no entanto, com a existência daquela doença que tentam explicar em mil e um manuais.
O amor, essa mesmo. 
Os sintomas já muitos os conhecem mas a tranquilidade extasiante comparável ao paraíso é um dos mais falados.
(Como pode ser tão verdadeira esta descrição?)
Amar é o vicío mais tramado de todos. Chama-nos, como se fosse nossa obrigação seguir os seus ideais e, depois, atira-nos de volta à crença da descrença. Que veneno é este que nos faz ir e voltar?
Dizem por aí que nascemos para amar. Não tenho a mais pálida dúvida. Nascemos para nos envenenarmos, para tomarmos o antídoto e para amarmos novamente. Nascemos para crer, descrer e voltar a crer.  

E depois há idiotas que fingem andar envenenados...preferem crer que a doença não existe. Nasceram para quê, então?
Amem. Só estamos cá um vez, seus idiotas. 


Adeus