Olá seres humanos fantásticos que sabem abrir links especiais como o deste site. Cof cof.
Estou para aqui a rever o "The Help", que a SIC está a passar (sim, outra vez) e surgiu esta música. (awww adolescência) Não poderia deixar de a publicar.
Ninguém ousa falar sobre o assunto nas redes sociais, na rua ou nos cafés. Há mais professores espalhados por este Portugal do que algum dia julgamos haver e é nestas situações que os identificamos, neste caso, não os identificando.
Para quem o assunto ainda não lhe chegou, falo dos estrondosos resultados da segunda edição da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), elaborada pelo senhor Ministro da educação, Nuno Crato. Foi num último exercício do teste que os coelhos sairam da cartola e, desta vez, não por magia, sairam para fazer chorar um país que sempre prezou o amor à pátria da língua portuguesa. Segundo os dados fornecidos pelo ministério, o exercício, que consistia na redação de um texto com um mínimo de 150 palavras, conseguiu não ser cumprido por 20% dos alunos que se dizem professores. Lê-se em vários jornais “Os resultados não foram animadores. (…) Apenas 35% não deram qualquer erro ortográfico e 20% deram cinco ou mais erros. Os erros de pontuação são igualmente frequentes.”. Como é que alguém consegue ser tão eufemista quando estamos perante resultados destes?
Não se admirem, professores universitários, quando vos chegam às mãos alunos sonhadores que querem ser escritores e jornalistas mas que, em paralelo a essas ambições, escrevem que “haviam sonhos até à uma hora atráz.”.
Preocupa-me que vinte por cento da educação do futuro esteja nas mãos destes profissionais. Fazemos das redes sociais o muro das lamentações para os mais diversos assuntos mas hoje, que Fernando Pessoa deixa de ter pátria para amar, ninguém se atreve a falar sobre isto. Porquê? Porque deve haver mais professores no facebook do que a dar aulas.
Eu não sei onde tinha a cabeça quando decidi ir a Braga surpreender a minha pug favorita Joana dos Vales - que se vai para as espanhas salamancar erasmus - Sei que a cabeça não poderia ter estado em melhor lugar, pelo menos na decisão de ir.
Foi uma bela noite.
Boa viagem juanita!
Para todos os que se divertiram tanto quanto eu, duas palavrinhas chegam.
Eu sou a ana, um desastre no que toca a esquecer o passado, sou grammar nazi e às vezes chateio os outros por estar sempre a corrigir o português. A minha vida profissional está num bom caminho, já em paralelo a minha vida amorosa está à espera de um milagre. Adeus